O Grupo Clealco está aumentando o processo de colheita mecanizada da cana-de-açúcar nas duas unidades, com objetivo de cumprir a normas exigidas pelo Protocolo Agroambiental firmado entre o governo do Estado de São Paulo e as usinas de açúcar e álcool.
Para isso, o grupo adquiriu novas colhedoras de cana. Cerca de 35 % do total de cana plantada da usina é colhida de forma mecanizada, com as novas máquinas esse número poderá chegar a 70%.
A capacidade de produção de uma colhedora é de 450 toneladas de cana por dia, o que corresponde ao trabalho de aproximadamente 50 cortadores de cana. Com o aumento das máquinas, a Clealco também irá investir em contratação de mão-de-obra para tratoristas e operadores de colhedora, sendo que boa parte deste trabalho será suprido também por colaboradores da empresa que passaram por treinamento e capacitação.
A região administrativa de Araçatuba, onde a Clealco mantém a unidade I, tem o segundo maior índice de mecanização dentre as regiões do estado de São Paulo. Segundo a SMA ( Secretaria do Meio Ambiente) a região colheu com máquinas, sem adoção de queimadas, 56% do total da área plantada com cana na safra 2008/2009. Para a SMA, até a safra 2010/2011, 70% da colheita será de cana crua (sem queima).
Projeto Renovação - Responsável pelo emprego direto de mais de 800 mil pessoas no Brasil, o setor sucroenergético enfrenta uma nova realidade. Em decorrência de questões ambientais e da crescente inovação tecnológica, o trabalho manual está sendo substituído por processos mecanizados de plantio e colheita de cana-de-açúcar.
No Estado de São Paulo, já existe uma lei, resultado de pressões ambientais dos municípios canavieiros, que determina o fim da quase totalidade de queima de cana, prática tradicional que facilita o corte manual, até 2021. No mesmo sentido, a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Áçucar) e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo firmaram, em 2007, um protocolo que antecipa o fim da queima para 2014 na maior parte das áreas cultivadas.
Com o resultado deste processo, parcela expressiva de trabalhadores rurais, atualmente envolvidos no corte, terá que migrar para outras atividades. Atenta a este cenário, as empresas do setor já desenvolvem diversas iniciativas isoladas para requalificar esses trabalhadores, garantindo melhores oportunidades de trabalho dentro das próprias usinas ou em outros segmentos da economia. De acordo com levantamento recente entre as associadas da UNICA, mais de 5 mil pessoas já vêm se beneficiando desses programas.
No entanto, tais iniciativas ainda não atendem às necessidades criadas pelo acelerado processo de substituição de mão de obra na atividade. Com base nesse diagnóstico, a UNICA e entidades ligadas ao setor se uniram para lançar um programa de treinamento e requalificação no setor sucroenergético. Serão 7 mil pessoas beneficiadas por ano, entre trabalhadores e integrantes das comunidades, em seis regiões produtoras do Estado de São Paulo.
Capacitação – Em 2009 mais de 700 trabalhadores das regiões de abrangência do Grupo Clealco foram qualificados pelo Planseq (Plano Setorial de Qualificação), iniciativa da Fundação Uniesp de Teleducação em convênio com o Ministério do Trabalho. Foram oferecidos cursos gratuitos nas áreas agrícolas e industriais, com carga horária de duzentas horas, material didático e entrega de certificados. Boa parte da mão-de-obra gerada pelos cursos poderá ser absorvida pelo Grupo Clealco devido à construção da futura unidade em Tupã/SP.